Um Anjo se aproximou de mim naquela noite trazendo a paz anunciada e tão esperada em seus olhos de pomba mansa.
E caminhou em minha direção com a graça e a leveza de um colibri, talvez porque não buscasse nem graça e nem leveza, somente a certeza de seus passos.
E mais perto, com suas asas abertas que lhe davam o ar de tristeza meditativa dos cisnes que olham melancolicamente para os céus, incertos de levantar vôo ou não.
E bem próximo, até que seus sussurros de rouxinol anunciassem promessas de tardes oníricas de verão, quentes e aconchegantes.
E aproximou-se. Bem mais perto. Tão próximo...
(...)
Tinha gosto de galinha, mas não tinha a mesma consistência. Parecia chuchu cozido.
Quando vou aprender? Como dizem: “Boa de feição e de prosa, porém sem nenhuma sustança”
Mas como tinha penas...




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