“Uma menina voltava para casa e um cãozinho resolveu segui-la. A menina correu, o cãozinho correu atrás.
A menina saiu de seu caminho, o cãozinho desviou-se também.
A menina entrou em um espinheiro, o cãozinho a acompanhou.
A menina atirou pedras no cãozinho. Ele sofreu a agressão, mas mesmo assim a seguiu.
Então, a menina pegou um pedaço de pau e o atingiu diversas vezes. Sem fugir, o cãozinho morreu.
E a menina o enterrou debaixo de sua árvore favorita e todos os dias ia até lá, chorar sinceramente pela perda do único ser que ela tinha A CERTEZA de que nunca a abandonara”.
Quisera eu ter escrito estas poucas (e significativas) linhas. Na verdade, transcrevo de memória uma fábula curta do livro “O Historiador”, de Elizabeth Kostova.
... E, no entanto...




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